Mas, apesar da estranheza inicial do primeiro toque e primeiro beijo, tudo se encaixou como peças de quebra-cabeça. O seu corpo encaixou no abraço, o seu colo acolheu como nenhum nunca fez igual e o seu cheiro penetrou como um perfume feito de propósito para aquele momento.
Ninguém está pronto para mostrar suas fraquezas novamente. Os dois, numa cafeteria, domingo à tarde. Os olhares se encontram entre os goles de café e "adoro quando você sorri" sai pronunciado assim, sem querer. Isso aquece por dentro e transforma o momento. Aposto que é uma ótima lembrança. Quando a gente recebe amor, parece até errado.
Você merece alguém tão bobo ao seu lado que não consiga evitar de sorrir só de olhar para essa pessoa. Que te enxergue no deserto. Afinal, quem é você no deserto? Ou, quem é você quando quem você ama, está no deserto?
O que eu faço quando nem o silêncio faz silêncio?
Quem te largou no meio do oceano não tem direito de saber o que aconteceu entre você e os tubarões e muito menos como você conseguiu chegar à praia.
Somos um montão de caos e algumas alegrias. Precisamos dessa catástrofe por dentro para nos sentirmos vivos ao menos uma vez. Esteja com a pessoa que te resgatou do deserto, que te dê oceanos e que respeite o teu silêncio. Mas, acima de tudo, que esteja lá.
Um beijo, um sorriso, um toque. É tudo que temos. Então temos muito. Um texto gostoso demais para ser lido rapidamente.