Chove lá fora, aqui dentro, tempestade. A caneta azul faz carinho na folha em branco. Eu não consigo dormir pensando nos detalhes e em como posso fazer para não deixar faltar nenhum. A música proibida eu deixo tocar repetidas vezes, tentando resgatar você de algum lugar que ainda não sei onde. Lembrando das pequenas, pequeninas palavras.
Quando me abraçava devagar e quando durante o beijo eu sentia o gosto do seu lábio. Quando mãos dadas importavam e quando ouvia sua música na rádio, te mandava uma mensagem.
Eu era todo "hei, olha isso" ou "lembrei de você quando fiquei sabendo disso" e ainda "ouve essa música, é muito nós". Desculpa, pequena. Precisei ir cedo demais.
Nessa história teve alguns erros, mas a caligrafia foi muito bonita. Gotas para alguns, oceanos para outros. Saber dar valor ao tamanho do coração de cada um. Enquanto um dorme, o outro sofre. Não é muito justo. Esteja aqui para o fim do mundo, será incrível. E desculpe essa confusão toda, eu me apaixonei demais.
E o sexo, ah, o sexo!. Pedaços tristes sendo curados em uma noite. Brigas silenciadas por gemidos. Gelo e distância sendo quebrados por presença e calor. E no fim, resta carinho.
O amor não é confortável. A pessoa irá descobrir seu pior lado, seus maiores defeitos e piores segredos, mas vai ficar. A ideia é crescer e não ser o mesmo pra sempre. Melhorar o que está ruim, desfrutar do que está bom. A vida é um sopro.







