2015/01/31

Dia 2050

Ai você acorda sem saber onde. Aonde. Lembra daqueles 'acordares' de que você nem sabe que horas são ou de que dia é, onde esta ou como foi parar ali? Aquele sono gostoso de se perder no infinito de dentro. Voltar pra realidade é sempre uma merda cara.
Dor para quem estava só dor-mindo. E não, você não pode, absolutamente não, viver nos seus sonhos. Bem-vindo a realidade, aqui tem trânsito, conta no fim do mês, telefone tocando, aviso da operadora que você esta sem crédito e sujeira de cachorro na calçada. Silêncio no elevador cheio também, ninguém se conhece e ninguém quer se conhecer. E mesmo tendo tudo isso eu sempre achei que a beleza é a forma que o amor da as coisas. Por exemplo, um filme do Tarantino acompanhado no sofá e soda gelada. Beijo no pescoço. Legião Urbana. Sexo sábado de manhã. As covinhas do sorriso dela.
Paixões de plástico, amores de pelúcia. E depois? Depois o amor que não existe. O mundo que precisa de amor, eu não. Eu não mesmo!
Somos o "quase" ou o "até logo" e até o "eu te ligo amanhã". E quando alguém me perguntar como eu estou, direi que estou bem. Andarei até uma mesa de um bar e falarei pra mim mesmo que você não sai da minha mente, pra não precisar gritar isso pra todo mundo sabe? Bebo até cair, esperando que alguém me leve pra casa, ou até mesmo que deixem sossegado ali. Mas que ninguém venha me falar de amor por favor.

Um comentário:

Elisa Vieira disse...

Cara, teus textos são ótimos. Não canso nunca de voltar aqui e ler, ler e ler. Parabéns mesmo.