2009/12/09

Dia 165

Uma porta entreaberta. Uma mulher caminhando. Uma gota na água. Uma expressão no olho. Um telefone na mesa. Um homem ao seu lado. Ou alguém que você acha que pode confiar, é só uma outra forma de morrer.
Da pra ver, que a estrada está bem a nossa frente, coberta de sonhos quebrados. Realmente nunca mais vou esquecer dessa imagem na minha vida. Assim como tantas outras, gravadas nesse rolo que ás vezes insiste em passar e repassar várias vezes. Uma pesada leveza uma grande vaidade, um caos deformando formas aparentemente tão bonitas. A muito o que se fazer com o ódio mas a muito mais a se fazer com o amor. Daí agente vê que uma vez que o amor é cego, os apaixonados não enxergam as loucuras que cometem.
Não preciso por no Jornal Nacional todas minhas ações nem tudo que penso, muito menos tudo que sinto só para as pessoas ficarem cientes que eu existo ou para me notarem de certa forma. Sou mais do tipo que sofre em silêncio e faz as coisas as escondidas para acabar percebendo a reflexão da minha ação nas pessoas. O que nelas eu causei, sem saber que foi a minha pessoa que fizera.
É como escutar uma música boa na rádio. Você primeiro não sabe o nome de quem cantou e nem sabe o nome da música. Daí você acaba descobrindo que era aquele cantor que você achava um lixo e ridículo, mas você adorou a música então a imagem dele muda para você e procura ouvir mais até finalmente comprar o cd do cara. Eu faço as coisas mas ninguém sabe que fui eu que as fiz. O que me basta não são agradecimentos, são apenas sorrisos a mais que acrescentei no meu filme repetido.

Um comentário:

Ana Paula disse...

Acheiiiiiii.....



=D


adoreiiii o textooo Rafa....
mtoo lindoo .. *-*
como sempre.. vc escreve mtoo bem...

Amo Você .. (L)
*-*
Beeijos*