2011/05/29

Dia 590

Você sabia que eu não sou mais um fantasma? Sabia que já faz tempo que deixei de existir apenas na mente do escritor? Por que tudo que foi escrito, saiu do papel e foi pra vida real. E a primeira cena já começou.
Estamos no palco, mas a platéia esta vazia e ninguém nos observa. E ali, em pé diante daquele monte de cadeiras vazias, não sabiamos como nem o que fazer primeiro. Nem roteiros tinhamos. Mas queriamos muito fazer. Queriamos muito fazer acontecer. E as vicissitudes daquele palco iam aparecendo. Havia poucas luzes acessas, o bastante para vermos um ao outro.Os primeiros passos. As primeiras falas. Os primeiros movimentos e a noção do espaço daquele que agora era um imenso palco iam surgindo. E foi assim, simples acontecendo. Os primeiros sons. Os primeiros erros desse desconhecido. Os improvisos. As primeiras risadas. E foi feliz. E foi triste. E foi engraçado.
-Vê? Isso é pro lado... Não, é um passo... viu? Você esta dançando!
Era tão empolgante fazer aquilo que nem sabiamos ao certo estar fazendo. Era prazeroso. Era eu, ela e um violão. E o palco começou a ficar pequeno.
Usando uma roupa qualquer, falando algumas coisas sem sentido. Tocando alguma coisa. Rindo de outra. Fazendo careta pra mais uma. E cantando. E tudo foi aparecendo. Até que finalmente percebemos, que ali tinha uma história. Quando olhamos, tudo estava lotado, as luzes se ascenderam e a platéia estava de pé aplaudindo.
Então...
-Senhoras e Senhores, aos pequenos e aos grandes... É com muito prazer, que presto reverência a vossas pessoas e que sejam felizes enquanto sempre houver alguém para sorrir.

"Quero você inteira, na minha metade de volta." T.M.
"Pra falar a verdade, ás vezes minto. Tentando ser metade do inteiro que eu sinto. Pra dizer as vezes que ás vezes não digo. Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo. Tanto faz não satisfaz o que preciso. Além do mais, quem busca nunca é indeciso. Eu busquei quem sou. Você, pra mim, mostrou. Que eu não sou
sozinho nesse mundo." T.M.

2 comentários:

Priscila Mondschein disse...

Achei esse texto de uma sensualidade delicada e envolvente! :)

E, quanto ao final, acho que sempre haverá alguém, em algum lugar, esperando para mostrarmos que não somos sozinhos!

Beijo grande!

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

sensualidade ferve no texto