2011/09/15

Dia 656

Era apenas tudo que eu falei dormindo.
Segredos bem perto de serem ouvidos. Parecia tudo fechado em um grande quarto e que era pra sempre. Vai ser a mensagem que não vai chegar, vai ser o telefonema que não vai tocar. Vai ser o encontro que não vai acontecer e talvez seja o dia em que eu vou morrer. O diferente se tornou irreverente. Persistente.
Te fiz sentir todas minhas notas musicais. E nisso, ninguém pode deixar de ouvir o som do coração. Sou o palhaço sem meu nariz engraçado. É como o som do inverno. Fuga silenciosa, o amor morde e recompensa.
Poeira. Dó-ré-mi faça lembrar do que o mundo tem de bom. Si-lá-só minha vida pertence à beleza de todas as coisas. BUM-BUM do batuque, o trompete rompendo as linhas do som, a voz que invade a gaita que dissolve o vento... Minha vida, tão relento. Á margem de um principio inevitável, irrevogável, irreversível e também incrível.
Quando descobri que podia rimar felicidade com a minha idade, percebi que vou ser pra sempre feliz. Meus anos esquecidos e os que não foram descobertos. Pássaro que voa menino que caçoa pretexto inclinável... Favorável.
Vou mudar e mudar de novo. Se não der certo, tudo bem. Não vamos sair vivos dessa vida mesmo. Mas enquanto eu estiver aqui, vou incomodar bastante. Vou dançar todas as músicas e cantar tantas outras. Vou me vestir do jeito que eu quiser, vou falar do jeito que eu achar certo. Vou proclamar minha fantasia escrita em realidade. Vou escrever novas notas musicais. Vou fazer som no silêncio e silêncio no barulho. Eu acho que... Dei-me por si-só.
Indo embora...
Acorda!

2 comentários:

Maíra K. disse...

Uma das melhores coisas que existe na vida é se encontrar, achar a felicidade interior e, finalmente, se sentir bem consigo mesmo! Não há nada que pague essa sensação!

;*'s

José Alencastro disse...

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