2015/07/14

Dia 2120

Então ela me perguntou sobre sentimentos. Me vi em uma posição onde não sabia ao certo o que responder. Se eu deveria falar o que eu achava absolutamente porque ela queria me conhecer realmente ou se ela queria saber sobre as cicatrizes do passado e não me causar mais nenhuma. Mas no fim, acabei contando o que ela queria saber.
Eu sou simples, não causo grandes estragos. Também sou da opinião de que não devemos pedir de forma alguma amor, carinho e atenção. Tem que vir de vontade própria. Não finjo sentimentos. Se eu te amo, em alguma hora especial vou pronunciar isso. Essa sempre foi minha grande guerra com o mundo, as pessoas sempre utilizaram disso como artificio. Se esse grande sentimento gera 1% de duvida, ele deixa de ser amor. Os dois podem brigar, não querer ver o outro pintado de ouro na frente mas mesmo assim não tem nenhuma dúvida e dormem na mesma cama no fim do dia. Amor, o mais real dele, jamais cria duvidas. Você não vê um casal de noivos no altar questionando "Você me ama?" ou qualquer coisa assim. Estão lá afirmando tudo isso. O amor não é a pergunta ou a resposta de qualquer coisa. Ele é o momento, o instante, a fração de segundos perfeita na vida de duas pessoas.
Bom, minha simplicidade oferece ao meu coração a oportunidade de apanhar mais uma vez pra ter essa fração de segundos. Pode ser dentro do carro dela, no portão de casa, de surpresa quando sairmos juntos e no meio de qualquer lugar eu segurar a mão dela e ela me acompanhar. Apenas esquecer todas as pessoas em volta, elas não importam mais. Ela vai me olhar e saber o que vai acontecer e vai deixar acontecer. Porque ela quer que aconteça. Ela deseja que aconteça isso a mais tempo que eu, muito antes do meu nome cruzar nas histórias da família dela. 

Ela me perguntou sobre sentimentos, mas o que eu iria falar? Eu não falava sobre essas coisas, sempre sentia. Ás vezes sentia mais do que podia suportar. Sempre quis sentir ao máximo do máximo, sem desperdiçar nada. E quis, quis demais também alguém pra sentir tudo assim. Porque amor tem que ser a dois. Amor sozinho, chamamos de tristeza.

2 comentários:

Pamela Vieira disse...

"Porque amor tem que ser a dois. Amor sozinho, chamamos de tristeza." Nossa!
Você, como sempre, me surpreendendo a cada texto. Uso muito suas palavras por que elas, de fato, me descrevem bastante. Mas percebi que fazia tempo que não comentava em seu blog. Lindo texto! Continue sempre assim... É o pequeno vício meu sempre ler seu blog.

Pamela Vieira disse...

"Porque amor tem que ser a dois. Amor sozinho, chamamos de tristeza." Nossa!
Você, como sempre, me surpreendendo a cada texto. Uso muito suas palavras por que elas, de fato, me descrevem bastante. Mas percebi que fazia tempo que não comentava em seu blog. Lindo texto! Continue sempre assim... É o pequeno vício meu sempre ler seu blog.