2011/06/18

Dia 598

Ouço o barulho. O reflexo preto. O céu girando. E o antigo gosto de sangue na boca. É assim que acordo certas noites.
Depois de ser jogado longe a 100km/h, você não deixa a felicidade entrar antes de revista-lá de cima a baixo. Bom, pelo menos eu não. Meus sonhos são uma piada de mal gosto. Eles debocham de mim. Tento controlar os meus sonhos, tento sonhar que estou voando, que estou livre. Nunca funciona! Pertubador.
Sabe, queria mesmo era parar de sentar na cama no meio da noite tentando esquecer essas coisas. Queria mesmo, nessas mesmas noites parar de sentir pena de mim mesmo por isso. Que merda, por que tinha que acontecer?
Já disse e repito. Não da pra tirar um fragmento de dias felizes. Ou é, ou não é. Ponto. Sem reticencias.
Sendo assim, quando as ondas quebravam-se nas minhas pedras; Quando eu tentava incessantemente ser eu mesmo; Quando tentava entender por que anjos mentiam pra ter o controle; Quando meus sonhos deixaram de ser sonhos e passaram a ser pesadelos... Eu parei. Não ia viver ali, nunca mais.
Troquei de emprego. Coloquei pontos finais em histórias mal-acabadas. Voltei a estudar. Voltei ao céu, toquei uma estrela... E agora, posso dizer... Com toda sinceridade e felicidade do mundo. Que estou vivendo novamente. Que me sinto vivo. Que sou o que sou, por que alguém tem que ser. E mesmo perdendo algumas noites... Eu sempre ganho novos dias. São novos dias agora. Tem novos dias. Que dia é hoje?

2 comentários:

Mariana das Neves disse...

É simples, basta recomeçar e novos dias virão a florir.
Que bom que conseguiu isso, esse texto me motiva a fazer o mesmo. =)

Priscila Mondschein disse...

Sempre há novos dias, mesmo que acordemos, no meio da noite, após o pior dos pesadelos, pela manhãzinha o sol nasce de novo, e de novo, e de novo...

Beijo!