2010/07/11

Dia 402

Passei anos ouvindo gente cantar sobre mal de amor, e o que isso me adiantou? Porra nenhuma. Tenho a impressão de que se a gente coloca a música (e livros, provavelmente, e filmes e peças e qualquer coisa que faça você sentir) no centro da nossa existência, então não dá pra organizar a vida amorosa, não dá para começar a pensar nela como um produto acabado. Você tem que mexer com ela, mantê-la viva e tumultuada, mexer com ela e dentro dela, até que ela se desmancha e você se vê compelido a começar tudo de novo. Talvez todos nós vivamos a vida num ritmo rápido demais, aqueles de nós que absorvem coisas emocionais o dia todo, e como consequência nunca conseguimos nos sentir meramente contentes: temos que estar ou infelizes ou em êxtase, desvairadamente felizes, e estes estados são difíceis de atingir dentro de um relacionamento estável e sólido. Vejam bem, os discos me ajudaram a me apaixonar, sem dúvida. Eu escuto algo novo, com uma mudança de acordes que me faz derreter por dentro, e antes que eu perceba estou procurando alguém, e antes que eu perceba já encontrei. Por que eu já tinha. É só.

4 comentários:

Luiz Brisa disse...

cada dia ta melhor
^^

Macaco Pipi disse...

muito bom
adorei a imagem tbm
parece um xironfiloido

Lady Marinah disse...

ADOREI!!
Concordo, as musicas e livros muitas vezes nos abrem caminhos e nos mostram coisas que as vezes não tinhamos visto.

Marco Paschoal disse...

Muito interessante, gostei da postagem e do blog em geral.


Casa do Baralho
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