2010/07/15

Dia 414

Sentado em qualquer lugar, vendo as pessoas passarem mas não deixando de ver nada. Tudo, tudinho anotado no meu caderninho com capa de couro velho, com o mesmo cheiro. Assim como fazer uma análise de uma música ou um filme que te fez refletir... Te fez pensar nas milhares de cores e cheiros que esse mundo nos traz. Te deixa sem as respostas das perguntas que você mais fica tentado a saber.
E com isso, é difícil me iludir, porque não costumo esperar muito de ninguém. Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, calor, tapinha nas costas, gente burra e quem não sabe mentir direito. Enfim, acho que odeio muitas pessoas. Parece que é mais fácil odiá-las do que amá-las. Só Jesus pra amar todo mundo e eu não sou Ele.
Parece que há mais coisas estúpidas escritas em meu caderno hoje... E vai ter mais coisas estúpidas amanhã. Talvez quando eu morrer, alguém em algum lugar vai ler cada palavra, cada folha... Vai entender e talvez repassar algumas coisas adiante. Esse alguém vai me conhecer de verdade, mas só quem ler até a última página. Não sou especial. Nunca fui excepcional. Tudo que eu faço é com algum propósito. Só preciso entender qual.

5 comentários:

O Jardim disse...

É, acho que nunca terá um propósito certo não é? Afinal, nem ao menos sabemos se amanhã estaremos vivos!

Conto com sua presença em meus blogs:
http://jardim-das-hesperides.blogspot.com

http://pinguimrosa.blogspot.com

Karla Hack disse...

Esta sensação de uma certa impotência, com uma pitada de intolerância e outra de insignificância já me atormentou a alma...
Muito expressivo o seu post!
;D

Luiz Brisa disse...

nem td foi feito com um proposito as vezes tenha talvez seja so um jogo mal compreendido,um dia saberemos

Carol Oliveira disse...

se o que faz, te deixa bem.. Não procure propósito.

Renata S. disse...

Muito legal. Seguindo. :*