2011/12/08

Dia 759

Um papel a mais preso no prego. Um dia a mais no calendário. Um risco a mais na parede. Uma volta no relógio e o tempo parou.
Tenho medo de altura. Tenho alergia a amendoim. Dilato o coração com o máximo de sentimentos que posso. O dia, é dividido pelo que éramos e que estamos nos tornando. E se consigo fazer poesia com cinco ou seis palavras, imagina o que conseguiria fazer com uma vida inteira.!
É opcional, meu dia ser estragado ou melhorado, tavelz seja um pouco conturbado e aterafado. Mas eu não consigo fazer com que eles sejam descartados. E quando eu era criança descobri que se eu quebrar o vidro e voltar o ponteiro do relógio, eu não vou conseguir voltar no tempo. Não me leve a mal.
Diadema de problemas, fogueira de soluções. Denuncia de mentira e acusação de verdade. Labirinto de idéias. Coro de silêncio. E o humor, a dor, a moral...
E todo o resto do dia. Meu final de tarde favorito. Minha madrugada acordado. Minha preguiça da manhã. Meu mundo inteiro. Nenhum medo que possa descobrir. Nenhum segredo, que possa apontar. Nenhuma maldade que possa encontrar. Tão pequeno, tão bom e tão meu.
E agora eu vou, aproveitar o resto do dia que acabar de começar.

Um comentário:

Priscila Mondschein disse...

São os dias passando, e a gente tentando aproveitar, seja inteiro, seja o restinho que sobrou de um dia perdido! Que saudade de ler seus textos!

Abraços,